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Rasputin da história para Soul Eater.

Soul Eater chegou às bancas nesse dia 30 e junto com ele aproveito para uma nova coluna do blog, História com Mangá, nada mais que uma introdução de momentos e personagens históricos que dão sua graças no mangá. A idéia é de forma rápida e simples passar algo que está ligado ao mangá, assim a pessoa pode se interessar ou não pelo assunto e se aprofundar por conta própria.

Então vamos lá!!!

(mais…)

Depois de alguns meses chega ao fim a publicação da Panini do mangá Basilisk, mas o que isso tem de mais? Bem a publicação do titulo não foi perfeita, teve seus atrasos, mas querendo ou não o titulo talvez foi o melhor dos últimos tempos no país em qualidade física.

Inicialmente o mangá contou com uma ótima tradução feita pela velha conhecida dos colecionadores Drik Sada. As páginas não são as do sonho dos colecionadores, mas estão dentro do melhor que a Panini tem feito nos últimos tempos, além da qualidade de impressão que esteve sempre com uma ótima qualidade o mangá contou com diversas páginas iniciais coloridas como no original.

Ao fim dessa publicação fica muitas coisas boas e uma esperança que mesmo a passos de tartaruga os mangás no Brasil sigam os passos de Basilisk e o superem com o tempo.

Muita gente reclamava, chiava e sem muito alarde a JBC mudou o tradutor de Fairy Tail nessa edição de Março. Até a edição atual a tradução era feita por Fran & Guilherme Briggs, ambos substituídos na edição 16 por Luiz Octavio Kobayashi, velho conhecido do público nas traduções de Yu Yu Hakusho (do Nº20 em diante), Sakura Card Captors, Tsubasa e outros títulos.

O motivo da troca não foi divulgado, tentei entrar em contato com a editora e assim que tiver uma resposta atualizarei esse post.

Uma edição é pouco para notar se a tradução sofreu uma grande mudança, mas as gírias e ditados populares seguem no mangá, afinal esta é o padrão da editora. E você o que achou da troca? Vai ser melhor ou não? Opinem.

Em resposta a editora avisou que a publicação brasileira passou a americana, então de agora em diante a tradução será feita direta do japonês pelo Luiz Kobayashi. Uma tradução do original é infinitamente melhor que uma tradução da tradução como era feita antes, independente do tradutor.  Infelizmente não foi assim desde o começo, mas espero que essa mudança só melhore a série, que é uma das mais vendidas no país.

FMA o erro da renovação do meio Tanko em 2009

Quem pertenceu a geração Manchete ou mesmo a geração Cartoon, viu lá por 2001 os mangás chegarem em peso nas bancas no formato Meio-Tankohon, aliás, naquela época a Internet também engatinhava e poucas pessoas sabiam realmente como o mangá era produzido, scans então era algo raro, a saga de Hades vivia de histórias de fãs nos fóruns e em pouco mais de 10 anos muita coisa mudou e hoje o meio-tankohon está prestes a se tornar coisa do passado, mas sem duvida teve sua importância.

Quando a Conrad e a JBC começaram a lançar seus mangás e posteriormente a Abril os preços variavam de R$: 2,90 a R$:4,90, por esse fácil acesso o formato foi essencial para propagar o mangá por aqui. Diferente de hoje que a Internet com os subs da vida fazem esse papel. Eu como muita gente na época, guardava moedas e troco do pão para comprar CDZ enquanto meu amigo comprava Samurai X e um ia emprestando para o outro. Hoje o meio-tanko vive de um preço amargo cerca de R$: 7,90 e conta se não estou enganado apenas com 3 títulos: Bersek, Futari H e Negima, onde apenas o último está para chegar ao final.

Algo que poderia ter visto como o sucessor do meio-tanko na renovação do publico foi o lançamento do Naruto Pocket pela Panini, porém o alto preço do produto acabou se tornando um empecilho para isso, porém ainda seria útil alguns títulos saírem em versão pockets com uma qualidade e preço mais baixos para buscar um publico que hoje não consome a arte japonesa.

Os Ero-Comedy ganharam fama e venderam bem no meio-tanko.

Hoje a geração de 10 anos atrás cresceu, exige algo melhor e próximo ao original, as editoras se reformularam e também receberam uma nova geração que também exige algo mais próximo ao que é lançado no Japão e assim como um dia no mercado de comix os formatinhos dos anos 40 até 80 se tornaram coisa do passado, nos próximos 20 anos o meio-tanko será apenas uma lembrança dos colecionadores mais velhos e itens raros com um bom valor no mercado.

Esse post é uma “tara” de um futuro tradutor, não resisti e acabei fazendo um cotejamento das traduções dos Cavaleiros do Zodíaco da Conrad feita pelo Luy Coutinho e com a tradução da JBC feita pela Karen Kazumi.

Mostrarei simplesmente como uma mesma obra por ter traduções tão distintas , nem vou julgar o que é certo ou errado, afinal, nem sei se a obra original usada foi em inglês ou japonês é apenas para comparar as diferenças. Então, vamos lá :

Saint Seiya – Cavaleiros do Zodíaco, Editora Conrad, Edições Nº1 e Nº2 – Ano: 2000 – Tradutor: Luy Coutinho.

Saint Seiya – Cavaleiros do Zodíaco, JBC, Edição Nº1 –ano:2012- Tradutora: Karen Kazumi

Golpes

Conrad: É sempre o que mais chama a atenção dos fãs a primeira vista. A versão da Conrad escolheu manter o nome original do principal golpe do Seiya: “Meteóros de Pégaso”. Já o golpe da Shina teve uma adição no nome original ficando como “Pelas Garras do Trovão”, assim só o “Hanging Bear do Geki” que sofreu uma alteração ficando “A Garra do Urso”.

JBC: A opção da editora foi manter as formas consagradas no anime exibido pela Manchete, algo que sem dúvida foi escolha editorial e não do tradutor.Ficaram: “Me de sua força pégasus” e outras vezes “Meteoro de Pégaso”, “Venha Cobra” e “O Abraço do Urso” que literalmente é uma escolha mais certa do que “A garra do urso” da Conrad.

Nome dos Cavaleiros

Conrad: Aí foi onde a Conrad cometeu realmente algo que pode ser chamado de erro de tradução e revisão colocando Jabu como cavaleiro de Capricórnio e só sendo corrigido na segunda reimpressão.

JBC: Aqui os nomes originais foram mantidos até mesmo Lionet para o Ban de Leão Menor.

Jornal – Na primeira edição existe uma página dupla com um jornal fazendo a divulgação da guerra galáctica, aqui é quando vemos como duas traduções podem ser tão diferentes.

Conrad: A Conrad optou por fazer algumas adaptações do original e traduzindo o nome como Torneio Intergaláctico. O jornal chama-se:  Cotidiano – Ano 61 da Era Showa (1986) – Conrad Esportes – Quarta-Feira – 10 de Setembro.

JBC: A opção aqui foi deixar apenas a data ocidental, onde a versão da Conrad vinha com a data e o mês, veio com  entrega via correio, além de manter o nome da versão original do jornal. Ficou: Jornal Diário – Dia 10 de setembro de 1986, Quarta feira – SHUEI Esportes – Entrega via correio.

Porém ao meu ver as frases que mais ficaram diferentes foram as da Shina no confronto com o Seiya, veja alguns exemplos:

Conrad: Seiya esse uniforme…

JBC: Se…Seiya essa armadura…

Conrad: Então… ele merece.

JBC: Talvez o Seiya tenha conseguido se tornar mesmo um temido cavaleiro…

Conrad:Não consegui enxergar nenhum dos golpes que ele usou contra os homens. Seu ataque ultrapassou a velocidade do som… sem sombra de duvida.

JBC: Não consegui enxergar os golpes que ele lançou contra eles! O ataque dele ultrapassou a velocidade do som…

Conrad: Então esses são seus meteóros de pégasos?

JBC: Huh! Não me faça rir.Chama isso de meteoros?

Esse cotejamento mostra como uma obra pode ter traduções que passam a mensagem e são bem diferentes entre si, além de mostrar na minha opinião, como a tradução de mangás amadureceu nesses mais de dez anos que separam uma tradução da outra.

Cada um tem sua preferência, afinal tradução é feito de escolhas, eu gosto muito da tradução da JBC da Karen Kazumi e para você, qual é a tradução que mais lhe agrada?

Deu muita repercussão a polêmica que aconteceu nos Estados Unidos, já que por lá, os heróis andam tomando uma surra dos mangás, porém aqui no Brasil, o mercado de quadrinhos americanos vem se mostrando muito mais maduro, claro por vários outros fatores, vamos lá, então:

Atualmente, o mercado brasileiro de HQ’s e mangás cresceram juntos, mas o amadurecimento das gerações que acompanham comix, somando a alta dos títulos no cinema atual fizeram o mercado brasileiro ficar forte e diversificado. Hoje, você encontra nas bancas, títulos para leitores ocasionais e que acabam trazendo novos leitores ao preço de R$ 1,99 (com papel crochê), também têm os títulos mensais e as grandes sagas que variam de R$ 5,00 a R$ 7,00, ainda tem os encadernados com histórias fechadas de R$ 19,00 a R$ 25,00, os álbuns de luxo que chegam até  R$ 200,00, somente nas livrarias mostrando que as editoras preocupam-se com todas as parcelas do mercado e para todo tipo de consumidor e bolso.

Sessão dedicada a Takehiko Inoue na Books Kinokuniya's em Nova York

Já os mangás se limitam aos mensais e ao ganho de novos leitores, através dos scanlators e fansubs, que chegam a serem importantes pro mercado, afinal, eles fazem o que as editoras deveriam fazer. Claro que lançar uma história de mangá por R$ 1,99 visando novos leitores é difícil, pois os japoneses dificilmente deixariam, mas por que não lançar, por exemplo, uma missão ninja do Naruto: curta e fechada, assim se o leitor casual se interessar, ele vai atrás do mangá mensal e assim cada mês pegando uma pequena parte aqui e acolá de alguma obra, como a editora Panini faz com os grandes heróis da DC e da Marvel.

Comix Book Shop, na maior loja do ramo no Brasil, Comix é o destaque

Hoje, a geração Cavaleiros já cresceu e é uma geração que começa a ter sua independência financeira, já a geração Naruto talvez ainda leve um tempo. Isso mostra que é questão de tempo para os Kazenban, que poderia custar entre R$ 30,00 e R$ 60,00, assim como apostar nos artbooks para uma parcela do público que existe ou mesmo investir em Tonkahon, igual os japoneses com capa-extra, páginas coloridas  e por um valor um pouco maior para os títulos de sucesso.Logo, os atuais “Tonkahon”, chamado pelas editoras de formato Death Note poderiam ficar mais baratos do que são hoje. Público, os mangás têm de sobra e cada ano que passa, esse público cresce e exige um material melhor, caibam as editoras saírem da zona de conforto e começarem a explorar todos os tipos de consumidores e bolsos, pouco a pouco se modelando ao consumidor.