Arquivo da categoria ‘Diário de Leitura’

Que Assassin’s Creed é uma franquia de sucesso em todas suas mídias não é novidade, porém o terceiro livro da série deixa a desejar e  opta por seguir o caminho mais simples, mostrando que ser um best seller não é sinônimo de qualidade.

O livro provavelmente voltado a leitores ocasionais que migraram pelo videogame na tentativa de criar um dinamismo que acaba por deixar o livro raso, com uma leitura básica que às vezes até subestima o leitor. Sem dúvida o grande ponto positivo do livro é um dos dois plots da história.
O primeiro é a história do primeiro jogo da série, fala por fala o que acaba por ajudar o público nacional já que o jogo de 2007 não tinha nem legendas em inglês. As falas foram transpostas sem problemas e até combinam com o “dinamismo” do livro que não da mais detalhes dos locais e das ações, o que é positivo para quem jogou o primeiro título da série, porém para quem não tem familiaridade com os jogos tudo pode ficar meio vago.
O problema da história fica na segunda metade do plot que se passa após o fim do jogo, onde ao aprofundar sobre Altair e suas relações com os demais personagens o livro parece forçar algumas situações, como sua paixão por Maria, para que Altair fique mais carismático e diminuindo suas características de arrogante e anti-herói que são essenciais no caráter do protagonista. Outra coisa a desejar é que o livro não usa toda profundidade que a mídia oferece a ele, pouco mostrando mais do contexto história da obra, as cruzadas, um dos períodos mais ricos de informação da história, esse um ponto alto do game que explora a época vivida, o livro preferiu só manter isso, quando podia dar contextos das guerras maiores para os leitos
Vale lembrar que no livro Desmond, o protagonista dos dias atuais da série, não aparece, todas as partes dele no jogo são substituídas por flashbacks da infância e adolescência do Altair, dando um background maior ao personagem e amarrando as pontas com o fim do jogo, algo que só no livro pode ser feito.
Pelo custo beneficio do livro que hoje pode ser achado por cerca de R$: 20,00, o livro vale a pena se você quer saber mais sobre o passado de Altair, porém se você esta acostumado a um escrita mais profunda, mesmo de outros best sellers como As crônicas de fogo e gelo, Hobbit e até mesmo da literatura fantástica nacional, sem dúvida você ira estranhar a simplicidade do autor Oliver Bowden.
Jogadores  não terão problemas em se ambientar ao livro, mas de toda forma vale também para quem quer entrar na série, que é uma das maiores franquias dos games na atualidade com méritos, principalmente na história.

Vale ressaltar a qualidade física do livro com relevo na capa que mostra como a Galera Record cuidou bem do título, além de lançar quase que 4 livros da série em menos de 2 anos. A tradução também ficou ótima.

Em 1988, a DC Comics sabendo da falta de popularidade de alguns de seus personagens, entre eles Jason Tood, o segundo Robin, com isso a DC fez uma votação via telefone, para que o leitor decidisse se Jason devia morrer ou não, e como você deve saber foi decidido pelo publico sua morte. Anos mais tarde as próprias pessoas da DC afirmaram que realmente existe uma teoria, onde um garoto de 11 anos teria programado seu computador para fazer seu telefone ligar a cada 90 segundos no numero a favor da morto do garoto prodígio. Fato é que o jogo de marketing foi um sucesso e a história dói publicada em Novembro de 1989, pela Abril Jovem, no Brasil.

A história, escrita por Jim Starlin, se passa alguém tempo depois de Batman Messias, e o homem morcego começa a ver que Jason Todd anda muito rebelde e imprudente e pondo em risco sua vida durante as missões, assim ele decide em suspender Jason do cargo de Robin, enquanto o jovem sai revoltado em busca das memórias de seu passado, enquanto Batman se foca em investigar o Coringa que fugiu de Arkham. Alias o Coringa é apresentado no melhor estilo sanguinário e lunático, no estilo Jack Nickson do filme que sairia anos depois, sem dinheiro ele resolve vender seu míssil nuclear para terroristas no Líbano.

Entretanto, Jason descobre sem querer que sua verdadeira mãe está viva e deve estar em Beirute. A trama faz de tudo mostrando como Batman e Coringa estão ligados, as vezes de maneira até platônica. A trama também mostra como se envolver de mais com o caso faz você cometer erros simples, por isso Batman sem saber teria que carregar mais uma importante morte nas costas. Jason se deixa levar pela emoção e a falta de obediência as ordens de Batman faz com que ele morra, ganhando um bônus de ser espancado com um pé de cabra pelo Coringa, algo que se tornaria uma cena recorrente da série.

Só depois da morte de Robin que a trama tem seu ápice, Batman mesmo com toda sua sede por justiça, nada pode fazer já que Coringa se torna ministro do Irã na Onu e o próprio Super Homem é chamado para não deixar que o Batman de começo a uma guerra entre os países. Alias ai temos uma ótima referencia a realidade, já que Irã x Estados Unidos foi algo recorrente nos anos 80, com o apoio americano ao Iraque na guerra contra o Irã, que durou oito anos, terminando no ano de lançamento da Hq e com um saldo de mais de um milhão de mortos, ainda que nas sombras aparece uma visível referencia a Khomeini, chefe de estado do Irã e inimigo político americano na época, responsável por contratar o Coringa na história. Naquele ano ainda um terremoto na potencia de  6,9 atingiu o Irã.

Até hoje Jason Todd não é visto como um dos melhores Robins ou mesmo conta com carisma, mas sua morte foi marcante e deu para o homem morcego um trauma gigantesco que ele carregaria em diversas outras ótimas histórias que viriam pela frente, uma culpa que até hoje Bruce carrega.