O preço do mangá pode subir ainda mais com a nova tarifação do governo

Você lembra da época em que mangás custavam cerca de R$ 10,00? Aquela edição básica com as páginas em papel jornal? Pois é esse era o preço dos mangás entre 2011 e 2012, você achava até alguns por R$9,90.

One Piece e Cavaleiros do Zodíaco das concorrentes Panini e JBC são exemplos de mangás lançados por esse preço. Hoje pouco mais de oito anos depois, o mesmo One Piece, com a mesma qualidade custa 19,90. Um aumento quase de 100%. É um aumento de R$ 1,23 ao ano.

Já em 2016 tinhamos Full Metal Alchemist sendo lançado por R$ 16,90, mas até o seu encerramento em 2018 a obra já era vendida a R$19,50. Outro que começou por R$ 16,90 e hoje já está na casa dos R$ 22,90 é Naruto Gold.

Esses são só alguns exemplos de como os mangás continuam aumentando de preço ao longo dos anos. Todos nós que acompanham esse nicho sabemos que papel é caro, mesmo que segundo Bradesco, apresentando dados de 2019, o Brasil é o 9º maior produtor de papel no mundo, mas dessa produção apenas 1% dela é destinada ao papel impresso. 70% do mercado importa papel para usar em livros e quadrinhos.

Além do papel, a distribuição sempre foi um problema, já que ela é um grande monopólio por aqui. Nesse ponto pelo menos a entrada da Amazon no mercado durante essa década ajudou um pouco o consumidor.

Com tudo isso, tivemos hoje no dia 12 de agosto de 2020, a informação que o governo de fato quer que livros sejam tributados na nova reforça tributaria e junto com os livros, quadrinhos e mangás devem entrar na reforma. O que hoje é estipulado como um novo tributo de 12% pode fazer o preço dos mangás variarem até 2022 de R$ 25,00 em uma versão básica de One Piece até uma versão que hoje já custa isso como Demon Slayer por R$ 24,90 cheguem aos R$ 30,00 facilmente, sem ter nenhum acabamento oficial.

Lembrando que X o “primeiro tankobon”  do Brasil em 2003 foi lançado a R$9,80 e os meio-tanko eram entre R$ 3,50 e R$ 5,50.  O futuro para os mangá por aqui é cada vez mais tenebroso.

Fontes:

https://editorajbc.com.br/mangas/colecao/x/

https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/08/11/taxacao-de-livros-como-proposta-de-reforma-tributaria-pode-encarecer-obras.ghtml

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