Mudança! A hora do desapego do colecionador

Você colecionador cuida, limpa, veda e protege sua coleção na medida do possível, tenta sempre fazer sua coleção aumentar de forma financeiramente sustentável, mas ai chega aquele dia, o de fazer uma mudança. Já diz o ditado popular que três mudanças equivalem a um incêndio, não sei se é verdade, mas que sempre da um trabalho, perdas e possíveis vendas de itens para a adaptação ao próximo lugar.

Colecionando desde os 12 anos você acumula muita coisa, itens que talvez você tenha mais memoria afetiva que utilidade e até ai em alguns casos tudo bem e outros itens que você vai ganhando e acumulando, pois quando sabem que você coleciona algo, você com o tempo vai sendo um imã das coisas relacionadas à sua coleção.

Hoje aos 31 anos estou na minha terceira mudança, foram três nos últimos cinco anos que me fizeram repensar muita coisa e diminuir minha coleção significativamente.  Além do fato de por mais que você tente organizar e proteger, durante a mudança tudo se mistura e vira um “balaio de gato”, uma caixa cai e da aquela amaçada básica em alguns mangás e assim vai..

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E por mais controle que você tenha sobre onde está o que durante a mudança, a tantas variáveis que sempre terá coisas que vão se desorganizar e o trabalho de organizar será exaustante. Quanto maior sua coleção, mais difícil você vai conseguir ter esse controle sobre ela, até o básico, por exemplo, proteger seus mangás que você acumula e depois nunca mais consegue proteger todos com plástico, para momentos como esse.

Acima de tudo mudar acaba sendo um grande exercício de desapego, por exemplo, na primeira mudança da capital para o litoral, para morar junto da namorada abri mão de boa parte da minha coleção de livros, me rendi ao digital e aceitei que não iria reler muita coisa, fiquei com apenas cerca de 20 livros que gosto mais, dos 250 que tinha, hoje sobrevivido a outra mudança esse número deve ter diminuído.

Agora vendi actions figures e creca de 180 mangás, me pego pensando sempre se preciso realmente de tudo isso, se não da pra ficar com algumas coleções pontuais e não levar tantos consoles e mangás vida a fora. Não é fácil, mas sem dúvida é o momento que mais me traz reflexões sobre o motivo de colecionar, se vale a pena e se precisa de tanta coisa assim.

Daqui dois anos vira uma nova mudança, intercâmbio e assim repensar novamente toda coleção e o ato de colecionar, sedo o tarde você vai repensar a sua e descobrir o que funciona para você também.

Um comentário

  1. Colecionar pode ser um prazer para quase todo mundo, pois – de tampas de garrafa a carros de luxo – tudo pode ser objeto de coleção.

    Creio que o difere uma coleção de uma compulsão é a obediência de limites.

    Se obedecermos a parâmetros criados por nós mesmos poderemos manter o prazer de um hobbie e evitar a dor de cabeça de uma doença.

    Limite Financeiro

    Se não cabe no orçamento, não cabe na coleção.

    Não há lógica em comprar um novo item e deixar a si mesmo ou seu núcleo familiar sem a satisfação de necessidades básicas, como saúde, alimentação e vestuário.

    O limite financeiro delimita todos os demais. Preenchido esse limite, passa-se ao próximo.

    Limite Físico

    Atualmente antes de comprar algum item novo para a coleção penso se tenho lugar em casa para acomodá-lo.

    Entenda: minha ideia não é empilhar esses objetos, mas guardá-los de forma ordeira e organizada para que eu possa acessá-los sempre que quiser.

    A ideia de limite espacial aprendi com o Shige, que limitou sua coleção ao que pode ser contido em um armário, pois ele tinha que se mudar regularmente em razão do trabalho.

    Preenchido esse limite, passa-se ao próximo.

    Limite Psicológico

    Esse é totalmente subjetivo.

    A ideia é guardar somente o que for acima da média para você. O que faz seu coração bater mais forte e te enche de sensações positivas.

    O conceito chave é:

    “colecionar é a maior forma de guardar fisicamente os bons momentos que vivenciamos com uma obra ou em determinado período da nossa vida. Aquele sentimento que você teve lendo, vendo ou jogando aquela obra estará eternizado para sempre na sua estante.” (Vida de Colecionador).

    Por que guardar quadrinhos que você não gosta? Ou filmes que odiou? Ou revistas que nunca mais lerá e que nada representam para você?

    Recentemente adquiri um snes mini classic, que é uma versão para colecionador de um console de videogame lançado nos anos 90 e que tive a experiencia de jogar quando criança. Não dá pra olhar para o novo aparelho sem trazer a tona memórias antigas e agradáveis.

    Conclusão

    Enfim, preenchidos os requisitos acima, basta adquirir o item.

    Uma coleção só precisa impressionar seu criador, pois colecionar é montar um acervo de diferentes itens, fazendo uma curadoria daquilo que reflete experiências positivas para sua vida.

    Esses limites servem para evitar que eu me torne um escravo do meu acervo e melhor valorizar o hobbie de colecionar.

    Enfim, se dessa vida nada levamos, só devemos carregar até o final o que nos faz feliz.

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